CLUBE AHAB – CAPÍTULO TRÊS “MONIQUE”

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Ficou poucos minutos ali e já se sentiu nervoso.

O portão de madeira ficava entre um cortiço e outro, bem próximo do Hospital dos Inválidos e da antiga casa do Marquês do Lavradio, esquina com a Rua da Relação onde agora funcionava o Tribunal de Desembargo do Paço. Quanto ao tribunal, lugar onde juízes julgavam o crime de juízes, não havia problema para a circulação de um homem da lei. Ele não se importava com os olhares graves dos militares de alta patente que faziam seus cavalos trotarem pra lá e pra cá, as medalhas chacoalhando no peito, como se dissessem: “nos agradeçam por estarmos ajeitando as coisas no Paraguai para o bem estar de vocês”.

O problema era o hospital.

Pouco menos de um ano antes ele estava servindo como alferes no décimo sétimo corpo de Voluntários da Pátria, companhia de Uberaba, Minas Gerais, mas não demorou muito para que sua disciplina e perspicácia lhe conferissem o posto de tenente. Liderado pelo Coronel Drago, marchou com outras companhias por dois mil quilômetros com o objetivo de libertar a cidade de Coxim do cerco paraguaio, mas quando chegaram lá os inimigos já haviam se retirado. A coluna de homens seguiu para a cidade de Miranda, que também não tinha mais inimigos para combater. Até este momento muitos soldados desistiram da guerra, perderam o ímpeto de batalhar, ainda mais quando viram o rastro de violência, pilhagem e morte das pessoas pacatas que moravam nestes locais. Não só perpetrada pelos paraguaios, a brutalidade que caíra ali continuou com os próprios soldados do Império do Brasil, que se aproveitavam da situação para estuprar garotas e roubar dinheiro escondido nas casas demolidas e queimadas.

Os que não conseguiam fazer vista grossa às atrocidades dos companheiros de regimento acabavam se dispersando, e muitas vezes desertavam da guerra ou pediam dispensa. Aos poucos vinte mil homens voltaram pra casa, inclusive o próprio Coronel Drago, passando o comando da coluna para um tal Coronel Morais Camisão. Com uma temeridade que poderia ser chamada de estúpida, Camisão conduziu a pequena fração restante de soldados para invadir Laguna e foi duramente rechaçado pelo inimigo, até se encontrar sitiado em uma região completamente hostil, sem qualquer suporte de outras tropas. Aos poucos os soldados foram sendo aniquilados, senão pelos lanceiros paraguaios, pela fome e pela doença. Centenas morreram de tifo, e outra centena morreu de cólera. Alguns conseguiram escapar mas foram definhando gradativamente, mesmo quando já estavam longe dos terrenos de conflito, como se uma maldição lhes tivesse sido lançada.

Elias Franco jamais conseguiu se recuperar do remorso de ter abandonado os irmãos em armas que ficaram para a morte, lembrados como verdadeiros mártires enquanto ele, sem nenhum arranhão, mudava-se para o Rio de Janeiro com a proposta de integrar o corpo de policiais civis.

Com a guerra ainda em andamento, o Hospital dos Inválidos abrigava os soldados doentes e mutilados em campo de batalha que se reformaram no sul. Havia notícia que amigos de sua companhia ainda se encontravam lá, seja se recuperando, seja agonizando, mas ele nunca tivera a coragem de lhes fazer uma visita. Mesmo passar em frente à fachada do hospital deixava-o terrivelmente ansioso, mas não era possível encontrar o grupo teatral Le Masque em qualquer outro lugar além daquele pardieiro imundo cujo portão de madeira estava trancado com correntes e cadeado, e de tão minúscula que era sua frente, não seria possível passar por cima do obstáculo.

Não se arriscou a estar ali sozinho. Depois de sair do bordel tomou um cabriolé até a chefatura de polícia e convocou dois guardas para lhe fazer escolta até o cortiço. Foram para lá em uma sege de quatro rodas e dois cavalos que se encontrava parada no quintal da delegacia, e, a mando do inspetor, trouxeram porretes e revólveres escondidos em uma caçamba de madeira. Franco não queria assustar os artistas com aqueles armamentos, embora não quisesse sair por baixo caso uns ciganos marginais aparecessem lá de dentro com garrafas quebradas nas mãos.

Mandou os homens esconderem os revólveres sobre suas capas e vieram com porrete na mão. Depois de três exaltadas batidas nas tábuas do portão, Franco gritou: – Polícia da Corte. Abram aqui!

Não houve resposta. Pelas frestas da madeira rachada era possível enxergar movimento vindo de lá de dentro, não obstante o interior estivesse às escuras. Franco cogitou a possibilidade de tentar arrombar o portão, mesmo sob o olhar de transeuntes curiosos, mas não queria chamar a atenção ali – não tão próximo da casa dos desembargadores, e muito menos às vistas de quem frequentava o hospital de soldados.

– Estão sabendo das últimas novas da guerra? – disse um dos policiais. Era baixinho, atarracado, precocemente careca e de pescoço papudo. Chamavam-no de Sargento Pelicano, embora não fosse sargento. Pelicano, um apelido maldoso devido a carne gelatinosa que tinha sob o queixo, parecia não lhe incomodar. – Os argentinos, junto com uma esquadra brasileira, tomaram a cidade de Corrientes e trucidaram os paraguas que faziam resistência lá. Foi encarniçado o negócio. Três mil inimigos mortos.

– Jesus! – exclamou o outro. Mais alto e de pose elegante, quase pomposa, o guarda Alcides tinha um aspecto mais europeu, loiro e de olhos claros. Mantinha postura militar, pernas paralelas, braços para trás. Seu nome, Alcides, estava escrito de forma rústica em um bordado de lapela do casacão de vinte e dois botões que usava.

Elias Franco maltratou o portão com três murros fortes. Em algum lugar um cachorro latiu loucamente em desafio. Cascos de cavalos preenchiam o silêncio da rua, mas a voz de Pelicano era grave e forte, e o policial gostava de falar.

– Dizem que tinham alguns brasileiros no meio, mas a maioria era de argentinos. Não gosto desses babacas arrogantes, mas tem que admitir que quando eles estalam os ossos das mãos a briga fica boa. Só que o que é interessante mesmo na história toda é o caso dos mercenários. Ouviu falar?

– Mercenários? – inclinou-se Alcides. Estava preparado para usar força bruta contra um salteador afoito que saísse do cortiço, assim como estava preparado para ouvir uma boa história sobre as batalhas que ocorriam mais ao sul no continente.

– Vários deles, maioria vindos da Europa. O senhor imperador contratou mil mercenários para lutar nas nossas linhas contra Solano Lopez, os melhores guerreiros do mundo. Gente de todo o canto, meu camarada, dispostos a morrer se for preciso, tudo por um quinhão do nosso ouro. O que eu fiquei sabendo é que um sujeito chamado Janízaro, um bósnio, matou sozinho trinta paraguaios, usando nada mais do que uma espada de lâmina torta que ele ganhou de um sultão lá da terra dele.

– Não acredito.

– Problema seu. Acredite no que quiser, mas as notícias são essas. Meu primo, que está no Riachuelo, mandou uma carta para minha tia contando toda a história. O tal bósnio aproveitou o momento oportuno para saquear os cofres do governador de Corrientes, uma quantia em barras de prata equivalente a dez contos de réis, no mínimo. Depois simplesmente foi embora, voltou pro país de bosta dele.

– Com todo esse valor roubado, é como se a recompensa prometida pelo império não valesse uma bota fendida.

No portão as correntes se moveram uma fração de segundo antes de Elias Franco avançar para bater mais uma vez. Então ele recuou um passo e levantou um dos braços. Significava que a partir de agora os guardas deveriam cortar o papo furado e prestar atenção. Houve um som metálico, um clique, como se um mecanismo tivesse sido acionado, mas antes que os policiais pudessem conjecturar o que seria aquilo o portão escancarou-se bruscamente, depois de um encontrão de ombro realizado por alguém em seu interior. Um indivíduo colossal saiu de lá das sombras – tinha pelo menos um metro e noventa de altura – e parecia ser tão forte e bestial quanto um gorila. O ataque veio de supetão e pegou os policiais de surpresa, principalmente Pelicano, que não teve tempo de se defender.

O homem deu uma cabeçada na testa dele, quase tendo de mergulhar para alcançar sua estatura diminuta. Pelicano apagou no mesmo instante. O agressor ergueu-se depressa e tentou atingir Franco com um murro de direita, mas por reflexo o inspetor deu um passo para trás, brandiu o porrete no ar e avançou contra a perna do estranho. O golpe emitiu um som alto e fez o homem arriar um pouco, embora não tivesse sido o suficiente para pará-lo. Ele girou nos calcanhares e fitou o inspetor: uma fúria incomum estampada em sua face selvagem. Não havia civilidade alguma naquele semblante.

Ele tinha a pele branca, quase acinzentada. Seus olhos eram puxados, com um aspecto oriental, e a totalidade de sua face era meio simiesca, lábios finos, maxilar e mandíbula meio que jogados para frente, como nos chimpanzés. Era careca no topo da cabeça, mas havia ali cabelos finos e lisos que escorriam pelos lados e pela nuca até chegarem nos ombros largos. Apesar do frio daquela manhã, estava sem camisa: usava apenas uma calça grossa de lã encardida e andava descalço. Os braços tinham penduricalhos de todos os tipos, conchas, braceletes de metal enferrujado. O lóbulo de uma das orelhas estava crivado pela presa amarelecida de algum animal.

Avançou contra Franco mas o policial Alcides agiu antes dele. Voou em seu pescoço e o envolveu com os dois braços, num mata-leão. Isso deu tempo ao inspetor de dar um tapa em sua capa de couro e sacar seu próprio revólver do coldre, apontando para o rosto do estranho: – Quem… é você? – disse, mas sua voz foi imperceptível. Estava arfando e tossindo. Suava e expelia um pouco de baba no canto da boca. O coração estava acelerado, espancando o tórax em batidas enérgicas. Ainda apontando o cano do revólver para o gigante em sua frente, ele inclinou-se um pouco e cuspiu no chão, e tentou recuperar suas forças o mais rápido possível. Desde quando se tornara tão vulnerável? O homem sequer o atingiu, então porque a crise de asma e a sensação de asfixiante fadiga?

Por procedimento padrão, devia mandar o homem erguer os braços e fazer a imobilização, mas não estava pensando em protocolos agora. Mandou que Alcides parasse de estrangular o homem e fosse cuidar de Pelicano, enquanto mantinha a arma apontada pro seu oponente. Disse: – Se der um passo sem minha autorização vamos ter que chamar a equipe de limpeza pra recolher o que sobrar da sua cabeça, seu carniça!

Com um sorriso debochado o homem obedeceu. Franco ainda não havia se dado conta, mas uma pequena multidão de curiosos começara a se formar ao redor deles. Maior parte desta multidão era de comerciantes, aguadeiros, vendedores, e essa gente não costumava se intimidar por uma arma de fogo, até porque maior parte deles jamais havia ouvido um tiro na vida. O inspetor ficou se perguntando se poderia haver algum soldado do hospital entre eles, alguém que pudesse reconhecê-lo, só que os rostos na aglomeração eram muitos e nenhum deles parecia estar muito interessado nele. Estavam olhando o homem cheio de badulaques, uma figura tão alta que poderia aplicar querosene nas arandelas mais altas do cortiço sem precisar subir em uma escada.

– Identifique-se – ordenou Franco. O homem olhou para os lados, como quem tenta estabelecer um plano de fuga, mas talvez tivesse desistido. Conseguiria fugir sem problemas do policial mais gordo, mas o magro, que lhe esganara havia pouco, era atlético o suficiente para alcançá-lo. – Não tem como fugir. E agora você vai ter que responder a um bocado de perguntas.

Foi aí que o portão atrás dele rangeu agudo nas dobradiças, e uma mulher surgiu de lá. Parecia inicialmente afetada pela luz solar, fazendo sombra com a mão sobre os olhos, mas depois seu incômodo tornou-se uma aflição quase verdadeira, ao perceber o cenário que se descobria diante de si.

Sua aparência era muito agradável. Tinha os cabelos curtos, picotados nas pontas, que lhe fluíam cacheados pelos ombros e eram presos num coque. O pescoço fino estava entrelaçado pelas fitas de um bonnet, o qual ela não estava usando – o protetor para a cabeça estava jogado para trás, em suas costas. Vestia um robe de chambre branco, mas havia um detalhe incomum: um rufo bem decotado lhe delineava a gola, descendo e tocando os seios proeminentes, de um modo francês demais para ser autêntico. Em uma das mãos ela trazia um leque. Com a outra, segurou o braço do inspetor fazendo tanta força que quase enterrou as unhas em sua pele flácida.

Franco se viu obrigado a abaixar o revólver.

– O que estava fazendo, apontando isso parra meu filho? – indagou ela, num sotaque francês que o inspetor desconfiou que fosse forjado. Mas ela parecia tipicamente francesa, com os cabelos negros meio sebosos, a elegância apresentada mesmo quando numa contenda, e até uma pinta sensual na bochecha esquerda. Usava perfume suave, amadeirado, que lembrava o cheiro de sândalo, talvez patchouli… com o nariz entupido pelo resfriado que nunca ia embora Franco não conseguia mais usar o olfato em seu favor, um dom do passado que ficou para trás, depois que atingiu a meia idade.

– Sou o Inspetor Elias Franco, Polícia da Corte. Anunciei isso mil vezes antes do seu filho atacar meu subordinado e quase rachar a testa dele – ele mediu a mulher de cima a baixo, até que ela ruborizasse de constrangimento. Então disse: – Você não tem mais do que vinte anos. Esse cretino não é seu filho.

– É meu filho por considerraçon – disse ela, insistindo no sotaque. Aproximou-se do homenzarrão e fez um afago em seu pescoço. Ele, em contrapartida, sequer se mexeu, parado e cravando os olhos no inspetor como se fosse uma gárgula assustadora, porém inativa. A mulher ficou de braços dados com ele, e depois dirigiu sua atenção ao homem caído no chão. Sargento Pelicano começava a abrir os olhos e a se levantar, amparado por Alcides. Um enorme inchaço avermelhado estufou-se em sua testa. A mulher francesa disse: – O nome dele Louis. Eu me chamo Monique Chermont. O que podemos fazerr parra serrmos úteis¸inspetor Frrancô?

O policial não estava mais com paciência. Com um grito advertiu às pessoas que se afastassem dali, em nome do Imperador, do contrário seriam presas, e enquanto os curiosos contrariados iam embora, mandou que Alcides imobilizasse o tal Louis com algemas e o segregasse próximo à carroça. Monique tentou impedi-lo, mas Franco a agarrou pelo braço e a trouxe para longe, mais perto do portão e da escuridão da entrada do cortiço. Louis chegou a esboçar alguma reação, desistindo assim que viu o revólver exposto no coldre de Pelicano, que, já consciente, levantara a capa para exibir o armamento.

Com a mulher pressionada contra o portão o policial tentou ser enérgico, mas o perfume e o rosto quase perfeitamente simétrico dela o distraíram, e no fim o que sobrou foi um tom bem mais ameno quando ele disse: – Você é tão francesa quanto eu sou uma bailarina do Teatro Lírico.

Então ela riu.

Elias Franco não conseguia manter a atitude policial com mulheres como fazia com suspeitos e delinquentes do gênero masculino. Era um daqueles homens bem pouco sensíveis, que passam por um longo período de solidão, quase sempre tendo de lidar com políticos, delinquentes, escravos fugitivos e colegas policiais, sem ter muita oportunidade de conversar com uma mulher. A decorrência disso é que quando uma moça suspeita sorria para ele como ela sorrira, ele se sentia francamente quebrado. Imaginou se não devia ter mandado outra pessoa para interrogá-la.

– Você é bobo – disse ela. – Imagina um homem como você rodopiando na ponta dos pés. É tão ridículo!

– De repente seu sotaque sumiu – rebateu Franco, com o rosto já quase encostado no dela. Tentou não se aproximar demais, porque ainda havia testemunhas e curiosos transitando a rua. Além disso temeu que seu hálito ainda estivesse fedendo a tabaco. – Claro que você não é francesa. Então suponho que seu nome também não seja Monique Chermont.

– Sim, esse é o meu nome. Tudo bem, não sou francesa, mas qual é o problema?

O inspetor deu de ombros.

Ela disse: – Sou portuguesa. Minha mãe era francesa, então fiquei com o sobrenome dela. Ficamos bem assim?

– Não – respondeu Franco, soltando o braço dela e se afastando um pouco. Olhou para o corredor escuro de onde ela e a criatura chamada Louis haviam saído, e apontou para lá com uma das mãos. – Preciso fazer algumas perguntas. Toda a companhia de teatro mora nesta viela?

Ela balançou a cabeça afirmativamente. Se era verdade que o Le Masque andava se apresentando para figurões da realeza, recebendo pagamento em dinheiro ou até em forma de obras de arte valiosas, deviam estar sendo roubados, para não dizer o mínimo. O pouco que se percebia ali dentro era chão úmido, cheiro de mofo e o guincho agudo de ratos. Era estranho ver que Monique estava limpa mesmo depois de sair daquele buraco podre.

– Esta viela… leva pra algum lugar, certo? O cheiro de colchão mijado é o disfarce de vocês?

A mulher sorriu.

– Vocês não precisam de um documento oficial para entrar na casa de alguém?

– Ludmila Silva – disse o inspetor, dando uma pausa, e então o sorriso sumiu do rosto de Monique. – Sua colega está morta.

A primeira reação da atriz foi o choque, mas ela aparentou ter se recuperado muito rapidamente, quase uma imitação do que ocorrera com Agnes. De rosto contraído, tragada por uma profusão de pensamentos, ela se segurou no portão enquanto seu amigo Louis soltava um grunhido baixo de consternação. Alcides e Pelicano ficaram de prontidão, eriçando-se, mas o inspetor fez um sinal para que eles se acalmassem.

– Pode soltar ele – exigiu a Alcides. – Acho que não teremos mais problemas.

O homem estava livre, mas parecia aguardar por uma ordem da atriz. Monique então fez um movimento com as mãos indicando que queria que Louis voltasse para a entrada do cortiço. Como se fosse um cachorro, ele hesitou por um instante, atrevido, e no fim obedeceu à mulher. O inspetor Franco precisou admitir a si mesmo que não fazia ideia do que poderia estar acontecendo. Como nos seus pesadelos mais turbulentos, nada daquilo parecia fazer qualquer sentido.

Ele mostrou a palma da mão para seus homens, num gesto que queria dizer que eles poderiam aguardar lá perto da carroça. Ajeitou o colchete da capa e passou um dos braços por sobre o ombro dela. Não tinha muito jeito para consolar pessoas, mas pelo menos faria um esforço: – Minhas condolências. Agora, precisamos discutir sobre como ela morreu, e sobre como você pode ajudar a polícia.

A mulher assentiu. No entanto, Franco não pode deixar de notar que ela não deixara cair sequer uma lágrima, tal qual Agnes.

Nem mesmo um lamento.

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