CLUBE AHAB – CAPÍTULO QUATRO “LE MASQUE”

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O beco era a entrada para um outro mundo.

Mais parecia a entrada de um circo, porque na verdade era mesmo um beco a céu aberto, protegido das intempéries tão somente por uma lona que cruzava as entradas dos cortiços e se estendia quase até a Igreja de São Jorge. Ali o cheiro de água salgada da costa se misturava ao odor dos dejetos de mendigos e pano úmido. Urina e fezes de cachorro. Um homem estava vestido de palhaço carabranca, fazendo um tipo meio louco, entretido no conserto de uma bicicleta. Não era possível distinguir o que era real e o que parecia ser uma encenação.

Pra todo canto da cidade que se reparasse era possível ver a miséria. Havia os nobres, os jovens adultos vestidos com suas roupas galantes frente a Academia Real Militar a cantar o Hino da Independência do Brasil, falando sobre liberdade e a luta contra a servidão imposta pelos reis europeus, mas os corajosos que cantavam a música não tinham coragem de se meter no submundo da cidade para ver o que estava sucedendo à brava gente brasileira. Em suas poltronas de couro de Bergama com desenhos gaélicos, trocadas pela cana de açúcar que matava escravos de Martinica ao Chuí, os Limas e Silvas e Almeidas não queriam cruzar a Rua dos Arcos para contemplar o grande muro da desigualdade que em trezentos anos o sangue azul de alguns descendentes portugueses erguera sobre o Rio de Janeiro. Debaixo dos narizes arrebitados de senhoras obsequiosas da Alta Sociedade e de turistas nórdicos, milhares de párias rastejavam-se à procura do famoso brilho solar carioca, mas quando saíam de suas tocas o célebre paraíso tornava-se nublado.

A garota chamada Monique destoava, no entanto. Passando pela penumbra do beco, que deixava o lugar, um extenso corredor, trancafiado em um bucólico crepúsculo particular à parte de tudo, seu robe branco quase parecia faiscar, como se ela fosse uma lamparina ambulante. Os homens viam-na passar, acompanhavam-na com os olhos, e mantinham um respeitoso silêncio que beirava à reverência.

Desceram uma curta escadaria de pedra até chegarem a um espaço mais aberto, meio átrio, meio jardim. Ali se apresentavam uma série de portas, mas Monique escolheu uma delas e entrou. Vielas e corredores, ruelas transversais, a todo momento seus caminhos eram cruzados por tipos suspeitos, o que fez Franco lamentar não ter trazido seus colegas policiais.

– Por aqui – ela disse e então teve que se esgueirar um pouco para passar por uma porta que servia de entrada para um edifício pequeno. O inspetor teve de se esgueirar ainda mais que ela, pois era consideravelmente maior, tanto para cima como para os lados, precisando em seguida respirar fundo e suportar uma desagradável sensação de claustrofobia por ter de andar em um lugar tão estreito.

Quando por fim saiu para um espaço mais aberto, viu uma dezena de gôndolas cheias de fantasias, réplicas da indumentária da Roma Antiga, escudos redondos e retangulares pendurados nas paredes, os famosos gládios em madeira, alguns até de metal sem fio. Maior parte do material cenográfico era de um realismo impressionante: tanto que Franco se viu alarmado quando, em meio a uma das gôndolas que separavam as togas masculinas, uma cabeça de cavalo vigiava a parede oposta com olhos mortos. Depois do susto ele tocou a crina do animal, e viu que se tratava de uma peça de cenário. Talvez estivesse empalhado, mas ele não quis perguntar.

Caminharam por um tanto ainda, até que chegaram a um cômodo que parecia ser um dormitório. Três beliches estavam encostados nas paredes e havia colchões no chão. Faltava pouco para chamar o lugar de chiqueiro, apesar do cheiro não ser tão ruim quanto o do quarto de pensão onde Franco residia havia dois anos.

– Quando estamos no centro da capital, ficamos aqui – explicou Monique, expondo o ambiente. – Mas é lógico que não moramos aqui. Não moramos em lugar nenhum, para ser sincera.

Franco balançou a cabeça. Não estava lá muito interessado em saber quem eram as pessoas que viviam ali, ou quais atividades a companhia de teatro costumava empreender. Não tinha qualquer sensibilidade para a arte, e sequer se importava com isso. Com exceção da própria Monique, cuja beleza de fato automaticamente chamaria a atenção de homens solteiros e casados, as fantasias, as espadas, os escudos e o cavalo não lhe passavam qualquer mérito. Sem ser convidado, o inspetor se adiantou para sentar-se em uma cama, mas acabou se machucando quando algum artefato pontiagudo espetou uma de suas nádegas. Então ele levantou-se, irritado, e olhou o que era.

– É um elmo romano – disse Monique, tentando segurar o riso. – Estamos conduzindo uma peça que se passa na Roma Antiga, nos tempos da construção do Coliseu.

O inspetor bateu com os nós dos dedos no metal do elmo. Parecia resistente. A proteção era uma semiesfera, o bronze já estava com uma larga crosta de ferrugem, a parte que lhe machucara o traseiro era uma pequena seta de metal que se projetava por fora do elmo, em seu cimo, apontando para o alto.

– Parece verdadeiro.

– É verdadeiro – retrucou Monique, empolgada. Era como se não tivesse recebido a notícia da morte de uma amiga há quinze minutos atrás. O inspetor lançou um olhar de rabo de olho. – Este é um autêntico elmo montefortino, – ela disse – e pertenceu a Petrus Septimus, um centurião romano que viveu na época onde a nossa peça se passa.

Franco jogou o elmo de lado, na cama. Apontou para o seu lado, como que pedindo para Monique se sentar, e ela o fez. Tentou se concentrar e suprimir seus instintos de homem há muito recluso, dizendo: – Estão pensando em sair da comarca?

– Sim. Vamos nos mudar daqui a catorze dias. Recebemos o convite do Barão de Itacurussá para fazermos uma apresentação na Fazenda Bangu, para nobres e… bem, para algumas pessoas não tão nobres também.

– Infelizmente, até que a investigação termine, não poderei deixar que saiam daqui.

Para surpresa de Franco, Monique sorriu, como se isso fosse uma boa notícia. Para uma companhia itinerante de teatro perder a oportunidade de uma apresentação para um barão e seus amigos devia representar uma perda significativa de dinheiro, mas a reação dela fazia o caminho contrário. O inspetor viu a mulher abrir a boca para falar alguma coisa, mas no meio do caminho ela desistiu.

Em uma porta lateral ele viu alguém se movendo no escuro. Estando sentado seria difícil puxar o revólver do coldre. Por isso instintivamente retesou as panturrilhas pronto para se levantar a qualquer momento.

– Em que posso ser útil, senhor… perdão, esqueci seu nome.

– Elias Franco – respondeu o inspetor, sem olhar para ela. Não fazia muito tempo que ingressara na carreira policial, então ainda não tinha o instinto aguçado para o perigo como os veteranos, mas fora militar e lutara no sangrento conflito da Balaiada no norte do país, sob comando do Duque de Caxias. Na época ele não era duque, e sim um coronel, apesar de já haver uma fama lendária sobre seu nome. Junto com a Divisão Pacificadora, Franco e outros jovens soldados confrontaram os rebeldes numa guerra civil que durou três anos, e que fez progredir, mesmo que lentamente, sua disciplina e sua experiência em combate. Franco achava que a prontidão era um de seus dons mais valiosos.

– Em que posso ser útil, senhor Franco?

– Preciso de toda a informação que puder me passar sobre Ludmila Silva. Quando ela entrou para o seu grupo de teatro, quais eram as atividades dela aqui, com quem ela costumava sair para se divertir…

Monique Chermont teve que rir.

– Sim, eu sei que ela era uma prostituta, senhor Franco, se é isso que o senhor quer me perguntar. Mas quando ela fechava um acordo com algum cliente, fazia isso longe daqui, porque era discreta. Talvez a empregadora dela possa te ajudar com isso.

– Já estive lá, e não consegui muita coisa.

– Bom, quanto a isso, lavo minhas mãos – a atriz cruzou as pernas sem perceber a sensualidade do próprio movimento. Talvez não houvesse sensualidade alguma. Franco tirou um pano do bolso interno do paletó e enxugou a testa. Estava fazendo um calor infernal naquele aposento, e com a visão das pernas esguias e lisas de Monique, o calor elevara-se um pouco mais.

Não, é um trabalho sério, concentre-se, deve ter pensado Elias quando chacoalhou a cabeça e voltou a olhar diretamente para ela: – Quando ela entrou nesta companhia?

– Ela chegou no Le Masque um ano e meio atrás, eu acho, querendo emprego. Disse que poderia fazer a limpeza do palco e dos camarins. Tadinha. Precisava ver como ela era raquítica, o rosto chupado, esquelético. Eu deixei que ela fizesse a faxina do nosso material ambulante por um tempo, mas quando notei a expressividade dela, aquela beleza melancólica, fiquei tocada com aquilo. Achei que ela pudesse ser talentosa. E achei certo.

– Então você é quem decide as coisas por aqui? Você é a diretora?

Monique piscou, incrédula.

– Ainda não tinha percebido, policial?

– É uma pergunta de praxe. Eu tinha percebido. Só precisava confirmar.

Havia uma segunda porta no dormitório, que dava para o local oposto a que Franco e Monique vieram. Se fosse sensato, o inspetor deveria ter feito uma batida no lugar, no mínimo com Alcides e Pelicano, mas talvez até com mais policiais. A cidade estava cheia de indigentes e ciganos escondidos em conjuntos de habitações precárias dos balneários e muitos deles não tinham qualquer opção de sobrevivência senão tornarem-se ladrões. Alguns, em vez disso, usavam sua força física para assegurar a integridade de alguém que estivesse disposto a lhe pagar um salário. Franco achou que Louis se enquadrava neste quesito – o homem com feições de cachorro bravo, em sua visão de policial um óbvio “projeto de bandido”, ficou sob o umbral da porta de braços cruzados, olhando fixamente para ele.

A atriz não pareceu ter notado a chegada de Louis quando disse: – Depois de alguns meses ela começou a atuar como coadjuvante, mas também deu uma mão como cenarista, figurinista e maquiadora. Fazia de tudo um pouco. Não sei como ela tinha forças para sair do teatro com a lua alta no céu pra ganhar dinheiro se deitando com porcos patrícios.

– O que você sabe sobre as atividades dela como prostituta? Qualquer coisa me ajuda.

– Não entendo essa obsessão – disse Monique, atinada. – Qual é a diferença? Se ela era uma atriz ou uma prostituta, ou mulher de um visconde, os riscos de morrer não são os mesmos?

– Eu sou um policial, senhorita Monique – ele disse, então, segurando as mãos dela, completou: – Ludmila foi assassinada. Um inspetor da polícia não viria até sua casa para informar que sua amiga morreu por alguma doença venérea. E se ela era uma prostituta, bem, existem fortes chances de que o crime possa ter sido passional.

– Assassinada? – por fim, Monique parecia comovida, e isso, por algum motivo mórbido, agradou a Franco. Agora poderia conversar com ela de uma posição superior – o investigador submetendo a mulher vitimada – porque ao se comunicar a atriz soava atrevida o suficiente a ponto de não respeitar sua posição de autoridade. Ainda assim ele manteve as mãos dela perto de si, dentro da concha de suas próprias mãos. Percebeu, com a visão periférica, que Louis se aproximara mais alguns passos.

– Qualquer informação que tiver…

– Assassinada? – repetiu a mulher, afastando as mãos de perto dele. O policial aguardou o momento em que ela chorasse, o que não aconteceu. Talvez ela só precisasse de um tempo para processar a informação, até que: – A última vez que a vi foi ontem a noite, depois que fizemos um ensaio assistido. Não é a peça na acepção da palavra. É como se fosse a encenação da encenação. Pela primeira vez permitimos que ela interpretasse Bérénice, e eu, que geralmente interpreto a personagem, fiquei dirigindo o espetáculo ao longe, vigiando. Ela era boa.

Ela deu um suspiro pesado enquanto Franco lamentava, quieto, o fato de não ter mais muito tempo. Ia se encontrar com o Professor Hisab dentro de alguns minutos, e como não queria deixar de contar com o prestígio e com a inteligência do libanês, decidiu que arrastaria a moça com ele, se fosse preciso.

– Desculpe-me, senhorita, mais preciso continuar fazendo perguntas. Peço que se concentre, por favor. Aconteceu algo estranho nos últimos dias? Algo incomum?

Monique sacudiu a cabeça. Sua expressão mudou da água pro vinho. Agora estava séria demais, o rosto declarando que ela estava mesmo desarmada. Sim, sabia de alguma coisa. Franco estava acostumado a lidar com suspeitos bem o suficiente para saber o que olheiras escuras e lábios arriados queriam dizer. Ele fez menção de quem ia se aproximar dela, mas Louis se adiantou, pegou uma cadeira e sentou bem em frente a eles. Pela força com que pousou a cadeira no chão, estava dizendo que tinha toda a disposição para começar a briga novamente.

– Não, Louis – disse Monique. – Está tudo bem – e então, voltando-se para o inspetor. – Vou dizer uma coisa que sei, e acho que isso pode ajudar na sua análise desse… crime.

– Estou ouvindo.

– Como eu disse, Ludmila era muito discreta. Não falava sobre seu envolvimento com os bordéis da cidade, e nós também não perguntávamos. Nunca. Mas há dois dias um homem veio aqui depois de descobrir onde nós nos refugiávamos. A gente evita aparecer em público porque algumas pessoas podem realmente ficar obcecadas por nós. Louis está comigo há dez anos me protegendo, porque eu sei o que um desses barões podem fazer quando se apaixonam perdidamente por uma mulher que ele vê no palco.

Franco olhou para Louis e tentou esboçar um sorriso, mas a cara de pedra do gigante fez ele desviar o olhar, voltando para Monique: – Um homem de fora veio aqui? O que houve?

– Ele queria conversar em particular com Ludmila. Eu disse pra ela que isso poderia ser um problema, principalmente por que o homem estava muito bem vestido, muito elegante. Devia ser, por baixo, um comerciante abastado, e eu não costumo confiar nesse tipo de gente. Pessoas sem limites. Eu tenho essa ideia particular de que quem tem muito dinheiro não presta, sabe? Ou usou de uma persuasão maldosa para obter todos os réis de seu cofre, ou machucou alguém. Enfim. Mas ela achou que não tinha perigo conceder dois dedos de prosa ao sujeito e pediu para falar com ele particularmente aqui mesmo, nessa alcova onde nós estamos.

– Não houveram testemunhas da conversa?

– Sim, claro. Há testemunhas de nossa conversa agora mesmo. Essas paredes são muito finas, senhor Franco, qualquer pessoa pode ouvir o que estamos falando a dois cômodos de distância. O Le Masque, graças a Deus, não tem segredos a esconder entre os seus. Somos uma família. Por isso eu disse que sou mãe de Louis. Bem, é como se eu fosse. Eu dou comida pra ele, e ele me protege.

Ela engoliu em seco. Pediu para Louis pegar um copo d’água, e ele obedeceu, porém a contragosto. Com certeza não gostava de deixar sua protegida sozinha. Levantou-se e saiu, vigiando o quanto pode por cima dos ombros. Elias Franco ficou tenso, porque o tempo era curto e a moça gostava de falar vagarosamente, mas para sua surpresa Monique se aproximou dele, até que os dois estivessem sentindo o calor dos braços um do outro, e ela o puxou pelo pescoço e sussurrou em seu ouvido: – O homem disse que era representante do imperador. Disse que o imperador soube das habilidades sexuais dela, e que queria conhecê-la pessoalmente – Monique agora falava de forma clara e célere.

– Imperador Dom Pedro II?

– E tem outro imperador neste país?

Sem resposta, Franco balançou os braços, pedindo para ela continuar.

– Ele disse que haveria uma festa na Ilha das Cobras, onde seriam contratadas várias meretrizes e dançarinas para se apresentar a homens com dinheiro. Grande oportunidade de enriquecer, lembro de ouvir ele falar. A festa seria dada em comemoração a certa vitória numa batalha marítima ocorrida no sul, onde o Brasil se saiu muito bem, então, além da oportunidade, Ludmila faria um gesto de patriotismo em oferecer seu corpo aos oficiais envolvidos.

Franco franziu o cenho e olhou nos olhos dela.

– Espero que isso não seja mentira, senhorita.

– Se for mentira, foi uma mentira contada por ele. Eu apenas ouvi. Ele disse que uma barca estaria levando vinte garotas para a ilha, junto com alguns empregados e escravos. Ele disse que elas, as garotas, não ficariam junto com a criadagem… estariam viajando nos aposentos mais confortáveis, embora a viagem fosse muito curta. Cerca de duas horas, no máximo.

– A Ilha das Cobras é a sede imperial do Batalhão Naval – o inspetor estava pensando em voz alta. – Maior parte das tropas para a guerra estão aquarteladas ali, na Fortaleza de São José. Se a notícia de que eles andam recebendo prostitutas em tempo de guerra vazar para as gazetas, isso vai ser um escândalo inacreditável.

– Acho que sim. Ainda mais quando souberem que seu imperador está envolvido. O tal representante disse a ela que, caso estivesse interessada, que comparecesse ao cais na Praia dos Mineiros, perto da meia-noite do dia onze.

– Hoje – confirmou o inspetor. Ela assentiu com a cabeça. – O homem se apresentou? Disse quem era?

– Não. Ou então eu não ouvi.

– Consegue descrever a aparência dele?

– Alto. Calvo da testa até o meio da cabeça. Um pouco grisalho. Usava roupas elegantes, como as suas, só que um pouco mais novas… – ela parou de falar no momento em que Louis voltou com um copo de água em uma das mãos.

Do nada Louis usou a outra mão para tirar um cabo grosso de vassoura de trás de uma das camas mais altas. Então avançou como se fosse um animal na direção de Franco, e o inspetor já estava pronto para isso, levando a mão ao cabo de seu revólver. Mas Louis fez uma finta em seu movimento e girou nos calcanhares, indo na direção oposta a do policial, arremetendo para uma das entradas do quarto. Nem o policial nem a atriz tinham percebido que estavam sendo espreitados por um ente vestido de preto, uma figura alta escondida na penumbra, apontando uma espingarda bem na direção deles.

Louis não teve tempo de sacudir o cabo de vassoura antes de ser atingido no peito pelo projétil da espingarda. O som do tiro ecoou por todo o quarto, as lascas de madeira do cabo subiram e se espalharam com a rajada de sangue, fazendo do corpo de Louis um obstáculo temporário para o próximo ataque do homem em preto. Franco puxou Monique para junto de si, protegendo-a, e sacou seu revólver. Tentou mirar no invasor, mas este já tinha sumido de vista. Poderia estar escondido, protegido pelas paredes, esperando o momento certo de atacar mais uma vez.

Franco puxou Monique pelo braço e empurrou-a para uma porta oposta do quarto. Apertou o gatilho uma vez na direção do vulto, para garantir a segurança de sua retirada, e progrediu na direção da rua lá fora. Monique estava dizendo alguma coisa, berrando umas palavras incompreensíveis, puxando-o  pelo colete, mas ele não estava nem um pouco interessado em ouvir enquanto não estivessem na segurança do ar livre.

Devia ter ouvido.

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